EMPREENDER NO BRASIL
Segundo semestre concentra as datas que definem o ano do comércio brasileiro
Dia do Cliente, Dia das Crianças, Black Friday e Natal estão no calendário, e quem planeja estoque, equipe e caixa desde agora vende mais!
Publicado em
25/08/2026 às 20:25
Atualizado em
Existe um ditado no varejo que diz que o ano do comerciante é decidido no segundo semestre. Há exagero nisso, claro, porque negócio bom se constrói todos os dias, mas há também muita verdade. É entre setembro e dezembro que se concentram as datas de maior movimento nas lojas, e a diferença entre um bom resultado e um resultado frustrante quase nunca está na sorte. Está no planejamento.
O calendário à frente é generoso. Em setembro temos o Dia do Cliente, uma data que cresce ano a ano e que serve para aquecer as vendas num mês tradicionalmente mais fraco. Em outubro vem o Dia das Crianças. Novembro traz a Black Friday, que deixou de ser um evento de um dia para se tornar praticamente um mês inteiro de promoções. E dezembro fecha o ciclo com o Natal, ainda a data mais importante do varejo brasileiro. A pergunta que faço ao empresário da nossa região é direta:
O seu negócio já está se preparando para esse ciclo ou vai deixar para pensar nisso na véspera?
Planejar significa, antes de tudo, olhar para o estoque. Comprar com antecedência costuma garantir melhores condições de negociação com fornecedores e evita a correria de última hora, quando o produto chega mais caro ou simplesmente não chega. Significa também olhar para o caixa, porque toda data forte exige investimento antes do retorno, e o empresário que não se organiza acaba recorrendo a crédito caro justamente no momento em que mais precisa de margem.
Tem ainda a equipe. Vender bem em datas de grande movimento exige gente treinada, motivada e em número suficiente. Quem vai precisar de reforço temporário deve começar a selecionar e treinar agora, porque funcionário contratado em cima da hora atende mal, e atendimento ruim em data especial espanta um cliente que talvez não volte mais.
E há um ponto que considero decisivo. A Black Friday ensinou o consumidor a pesquisar e a desconfiar de desconto falso. Promoção precisa ser verdadeira. O lojista que infla o preço para depois anunciar uma falsa redução pode até vender uma vez, mas queima a própria reputação, e reputação é o maior patrimônio do comércio de cidade do interior, onde todo mundo se conhece.
Aproveito para lembrar que o comércio local tem uma vantagem que nenhuma plataforma digital consegue copiar. A proximidade. O atendimento olho no olho, a confiança construída ao longo de anos, a possibilidade de trocar um presente sem burocracia. As datas do segundo semestre são a oportunidade perfeita para mostrar essa força.
O segundo semestre já começou. Quem se movimentar primeiro provavelmente colherá mais resultados!
Fonte: Hélio Ruiz é empresário, advogado e presidente da Associação Comercial e Empresarial de Lins
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