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ARAÇATUBA

Araçatuba dobra vagas de atendimento a crianças com atraso no desenvolvimento

Convênio com a Apae amplia de 50 para 100 as vagas do PIPAA, que passa a atender crianças de três meses a cinco anos a partir de setembro

Publicado em 26/08/2026 às 10:20

O número de vagas foi de 50 para 100 (Foto: Secom-PMA)

A Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ampliou de 50 para 100 o número de vagas do Programa de Intervenção Precoce da Apae (PIPAA), serviço destinado ao atendimento de crianças com risco ou atraso no desenvolvimento.

A ampliação foi estabelecida por meio de convênio firmado com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no valor de R$ 496.800,00 e com vigência de 12 meses. Os novos atendimentos começarão em setembro e serão implantados gradualmente, conforme o fluxo de encaminhamento definido pela rede municipal.

Criado em maio de 2022, o programa tem como objetivo promover o desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial, linguístico e socioemocional das crianças atendidas. A iniciativa busca prevenir e minimizar déficits, além de estimular a independência e a autonomia nas diferentes áreas do desenvolvimento infantil.

“Decidimos dobrar a capacidade visando reduzir a demanda reprimida existente no município, garantindo que mais crianças sejam acompanhadas em uma fase considerada fundamental para o desenvolvimento infantil”, afirmou a diretora de Assistência Especializada, Paula Roberta Pedruci Leme.

Faixa etária

Com a ampliação do convênio, também foi ampliada a faixa etária atendida pelo programa. Antes, o serviço contemplava crianças de três meses a três anos. Agora, oferece acompanhamento para crianças a partir de três meses até cinco anos, com possibilidade de permanência no programa até os seis anos de idade.

O PIPAA disponibiliza atendimentos de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e psicopedagogia. A definição das especialidades e da frequência do acompanhamento ocorre de acordo com as necessidades identificadas na avaliação individual de cada criança. Conforme os critérios estabelecidos pelo programa, o serviço não contempla crianças com diagnóstico de autismo.

Encaminhamento

O acesso ao serviço começa com a identificação de sinais de atraso no desenvolvimento ou de síndromes que possam afetar esse processo. Os casos podem ser identificados por profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou das Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs).

Após o encaminhamento à Secretaria Municipal de Saúde, a criança é inserida no fluxo de regulação. De acordo com a disponibilidade de vagas, ela é encaminhada ao PIPAA para avaliação e definição do acompanhamento mais adequado.

“Nossa intenção com este novo convênio é possibilitar que mais crianças tenham acesso ao acompanhamento necessário em tempo oportuno, fortalecendo as ações de cuidado e contribuindo para a qualidade de vida das crianças e de suas famílias”, completou Paula.

Fonte: Secom/PMA

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