CULTURA
Poemas ocupam corredores e espelhos da FUNEPE até 29 de novembro
Instalação de João Luís dos Santos fica em cartaz até 29 de novembro, das 9h às 22h, com entrada gratuita no Campus I
Publicado em 22/10/2026 às 10:23
Quem circula pela FUNEPE nas próximas semanas vai encontrar poesia em lugares onde normalmente não se espera por ela. A instalação Faculdades Poéticas, do escritor João Luís dos Santos, espalha poemas curtos por diferentes ambientes da instituição e encerra o ciclo de exposições de 2026.
O subtítulo da mostra, Entre o que se aprende e o que permanece, dá a chave de leitura. Os textos tratam da formação, das escolhas feitas ao longo do curso, dos desafios enfrentados e das relações construídas nesse caminho.
A proposta começa a funcionar logo na entrada do prédio, com um convite à pausa. Dali em diante, os poemas aparecem em corredores, na biblioteca e até diante dos espelhos, alcançando estudantes, professores, funcionários e visitantes em momentos comuns da rotina.
A linguagem é contemporânea e os textos são concisos, formato que transforma espaços de passagem em pontos de encontro com a literatura. A ideia é ampliar a presença da poesia no ambiente universitário e provocar uma reflexão sobre o que fica depois que a aula termina.
A exposição integra o projeto FUNEPE Cultural, realizado em parceria com a Coordenadoria de Extensão, e é a última do ano.
A visitação está aberta até o dia 29 de novembro, das 9h às 22h, no prédio da Biblioteca Professor Dr. José Fulaneti de Nadai, no Campus I, na Avenida São José, 400, Vila São Vicente. A entrada é gratuita e a atividade é aberta a toda a comunidade.
Autor da instalação, João Luís dos Santos nasceu em Penápolis em 1965 e escreve desde os 15 anos. Formou-se em Letras pela FUNEPE em 1987, cursou pós-graduação com o professor doutor José Fulaneti de Nadai e, a convite dele, passou a dar aula na instituição em 2001, onde segue até hoje.
Graduado em Letras, Direito e Pedagogia, é mestre em Letras pela UNESP e atualmente cursa mestrado em Direito do Estado na Era Digital, no Univem, em Marília. Atua também como supervisor de ensino na rede pública estadual paulista.
Na literatura, assina Os Entes do Mundo Nosso, Penapoleia Desvairada, de 2004, e Uns e Outros Versos, de 2016, que teve prefácio do poeta Thiago de Mello e segunda edição em 2022. Participou de coletâneas, entre elas Experimentânea, com a narrativa Rumo à Estação dos Araçás. Ainda neste ano, lança São Francisco de Penápolis e outros versos franciscanos.
Fora da literatura e da sala de aula, foi vereador de Penápolis entre 2001 e 2004 e prefeito por dois mandatos consecutivos, de 2005 a 2012. Em 2023, participou da fundação da Academia Penapolense de Letras e foi eleito presidente da entidade.
Fonte: Portal da Cidade com informações da Coordenação de Marketing da FUNEPE
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