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MEIO AMBIENTE

Estiagem exige atenção redobrada com o gasto de água em Penápolis

Reduzir o tempo de banho, trocar a mangueira pela vassoura e fechar a torneira ao escovar os dentes evitam o desperdício de centenas de litros

Publicado em 01/08/2026 às 10:00

Gestão da água dos mananciais utilizada para abastecimento da população tem um modelo integrado de monitoramentO (Foto: Divulgação/Governo de SP)

Moradores de Penápolis convivem agora com o período de estiagem, quando as chuvas diminuem e os mananciais têm menor recuperação. Nessa época do ano, o uso consciente da água ganha ainda mais peso, e gestos simples do dia a dia fazem diferença no volume desperdiçado.

O banho costuma ser o ponto de partida. Quinze minutos no chuveiro podem gastar 150 litros de água. Uma família de três pessoas, com banhos dessa duração uma vez ao dia, consome 13.500 litros em um mês. Reduzindo o tempo para cinco minutos, que é o recomendado para uma higiene adequada, o gasto cai para 50 litros por banho e 4.500 litros ao longo do mês.

A torneira aberta é outro vilão silencioso. Escovar os dentes ou fazer a barba sem fechá-la pode consumir até 80 litros. Na hora de lavar a louça, a orientação é limpar bem os restos de comida de pratos e panelas antes, ensaboar tudo de uma vez com a torneira fechada e só depois enxaguar.

Quem tem o hábito de lavar calçada e quintal com mangueira também pesa na conta. Uma simples lavagem pode gastar até 280 litros. A vassoura resolve o mesmo problema sem consumo nenhum.

A descarga varia bastante conforme o modelo. Vasos com válvulas na parede podem gastar de 7 a 12 litros, e os mais antigos, sem regulagem, consomem mais de 15 litros. Já as descargas com caixa acoplada gastam bem menos, sobretudo as de duplo acionamento, que usam 3 litros no acionamento curto e 6 no longo.

Os eletrodomésticos ajudam quando bem utilizados. A máquina de lavar louça economiza cerca de 100 litros por ciclo, e o uso fica ainda mais eficiente quando ela é ligada cheia, com o excesso de comida retirado dos pratos sem enxágue prévio e com o programa adequado de lavagem selecionado.

Na lava-roupas, o consumo depende do modelo. As máquinas com abertura superior tendem a gastar mais, enquanto as de abertura frontal são mais econômicas e reduzem bastante o consumo por ciclo. Em qualquer caso, o ideal é juntar bastante roupa e usar o equipamento cheio, evitando ciclos desnecessários.

Para higienizar frutas, verduras e legumes, a recomendação é manter a torneira fechada, deixar os alimentos de molho no hipoclorito e só então enxaguar. As plantas, por sua vez, devem ser regadas de manhã cedo ou no fim da tarde, quando a água não evapora tão rápido.

No âmbito estadual, a gestão da água dos mananciais que abastecem a população conta com um modelo integrado de monitoramento. O Sistema Integrado Metropolitano, o SIM, acompanha o nível dos sete sistemas que produzem água para a Região Metropolitana de São Paulo e permite decisões como a redução da pressão noturna em períodos de baixo volume. Desde agosto do ano passado, a medida poupou pelo menos 160 bilhões de litros, quantidade suficiente para abastecer a capital paulista por dois meses.

A recuperação desses sistemas também depende de onde as chuvas caem. Algumas precipitações ocorrem longe dos sete mananciais que compõem o SIM. O sistema Cantareira, por exemplo, é abastecido principalmente pelas águas dos rios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juqueri, na divisa com Minas Gerais.

Fonte: PCP com informações do Governo do Estado de São Paulo

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