OPINIÃO
Esperança à terra desça: da colonização do Brasil às mazelas da política atual
Penapolense Olmair Rillo, membro da Academia Penapolense de Letras, questiona até quando o país esperará se livrar de todo esse mal
Publicado em
15/08/2026 às 10:11
Atualizado em
Os livros de história nos ensinam que fomos “descobertos” pelos navegantes portugueses que se dirigiam às Índias, mas erraram o caminho e acabaram ancorando em terras nas quais se plantando tudo dá.
A partir de então – segundo alguns historiadores - fomos colonizados por aqueles que para cá vieram apenas para explorar as riquezas da terra, parte deles degredados por fazerem parte da escoria portuguesa representada por bandidos e assaltantes.
Paralelamente a isto, forçaram os habitantes naturais da bela Pindorama a receber de bom grado um novo jeito de viver, de falar ou de acreditar em um ser superior sem que lhes perguntassem se estavam interessados em fazê-lo.
Não podemos deixar de reconhecer, todavia, que, anos mais tarde, a vinda da corte portuguesa nos foi benéfica, apesar de aqui ter chegado distribuindo favores aos apadrinhados da coroa como fazem atualmente os membros dos três poderes que esbanjam a bel-prazer o dinheiro espoliado dos cidadãos deste país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza.
Este e outros acontecimentos - segundo os defensores da ideia de que todo tipo de patifaria é reflexo da nossa colonização – está servindo de base para afirmar não ser privilegio desta geração a bandalheira promovida pelos lobistas desavergonhados e parasitas econômicos que chafurdam na lama existente nos bastidores fétidos da política nacional.
Não bastasse essa sem-vergonhice somos obrigados a conviver com uma insegurança jurídica que permite a absolvição do culpado poderoso e castiga impiedosamente o justo desamparado, atitude duramente criticada por Rui Barbosa (1849/1923) um dos nossos maiores juristas.
Tão ruim ou pior do que isto, somos forçados a engolir uma legislação que nos enfia goela abaixo um número exagerado de partidos políticos compostos por indivíduos sem a menor condição de soletrar o bê-á-bá ou somar 2 + 2 onde permanecem feito marionetes nas mãos dos pseudo-líderes que não sentem o menor pudor em continuar mamando nas tetas generosas da nação.
Até quando, Pátria amada, deveremos esperar que um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desça para nos livrar de todo este mal?
Fonte: Olmair Perez Rillo é membro da Academia Penapolense de Letras (APL), integra a Comissão de Méritos da Câmara Municipal de Penápolis, Conselhos Gestor do Saneamento Ambiental (DAEP) e da Política Urbana, marketólogo, palestrante motivacional, Presidente da Associação dos Aposentados Pensionistas e Idosos de Penápolis. (A.A.P.I.P). Instagram @olmairperez
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