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SAÚDE PÚBLICA

População de Penápolis deve redobrar a atenção com escorpiões dentro de casa

Saiba como agir ao encontrar o animal, o que jamais deve ser feito e quais os cuidados imediatos em caso de picada

Publicado em 10/09/2026 às 11:58

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta que a população procure atendimento médico imediato em caso de picadas, mesmo nos casos em que o animal não tenha sido visto pela vítima (Foto: Divulgação/Governo de SP)

O aparecimento de escorpiões em áreas urbanas tem se tornado cada vez mais frequente, e Penápolis não está fora desse cenário. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta que a população busque atendimento médico imediato em caso de picada, mesmo quando a vítima não tenha visto o animal.

A explicação para a presença desses aracnídeos nas cidades está na oferta de condições ideais de sobrevivência. Eles encontram alimento em abundância, sobretudo baratas, além de água e abrigo. Escondem-se em locais escuros e entram nas residências por ralos, calhas, tubulações e caixas de fiação sem vedação. Nem os andares mais altos dos prédios ficam livres do risco, já que o animal consegue escalar superfícies irregulares.

Espécies mais comuns

Três espécies se destacam no estado. O escorpião amarelo tem corpo amarelo claro, com manchas escuras sobre o tronco e na parte inferior do 5º segmento da cauda, e mede até 7 cm. Os 3º e 4º segmentos da cauda apresentam serrilha. É a espécie responsável pelos acidentes mais graves, podendo levar à morte.

O escorpião marrom tem corpo marrom avermelhado escuro, com quelíceras e pernas mais claras e manchas escuras, chegando a 7 cm. Não possui serrilha na cauda. É menos numeroso que o amarelo, mas igualmente perigoso.

Já o escorpião-amarelo-do-nordeste mede entre 5 e 7 cm e tem coloração predominantemente amarela, com um triângulo escuro na região dorsal do cefalotórax e uma faixa escura central ao longo do dorso do tronco. Nos 3º e 4º segmentos da cauda há serrilha dorsal, além de mancha escura no 5º segmento. A potência do veneno o torna uma espécie perigosa.

Encontrei um escorpião. E agora?

As autoridades de saúde só recomendam a captura se a pessoa se sentir segura. Para isso, é preciso ter luvas específicas ou um objeto longo, fino e de superfície lisa, além de um frasco plástico fundo, também liso e com tampa. Potes de vidro devem ser evitados por risco de quebra.

A Superintendência de Controle de Endemias orienta empurrar o animal com o objeto longo até um local onde seja possível coletá-lo, mantendo distância mínima de 30 centímetros entre a mão e a ponta do instrumento. Se o escorpião agarrar o objeto, é preciso largá-lo sem chacoalhar.

Na sequência, coloca-se o frasco sobre o animal, deslizando um papel grosso, como cartolina ou papelão, para prendê-lo no recipiente. Depois é só virar o frasco, continuar segurando o papelão e, quando o escorpião estiver no fundo, retirar rapidamente o papel e fechar a tampa.

Outra forma de captura envolve luvas de vaqueta ou de raspa de couro com proteção para antebraço, camisa de manga longa com punhos ajustados e calças compridas presas no tornozelo ou dentro da bota, com fita adesiva.

Caso não consiga coletar o animal, a orientação é eliminá-lo com um golpe vigoroso, usando um objeto plano, sólido e de haste longa. Se não houver segurança para qualquer procedimento, o morador deve entrar em contato com a Prefeitura e comunicar o aparecimento.

O que não fazer

Nunca capture o escorpião com as mãos, mesmo usando luvas comuns. Não faça a captura sozinho: tenha alguém por perto para ajudar em caso de acidente. E jamais utilize inseticida ou produto químico para eliminar o animal, já que seria necessária uma quantidade muito grande, prejudicando a saúde de quem estiver no local.

Em caso de picada

O local deve ser lavado com água e sabão, e a vítima precisa procurar atendimento médico. Não é recomendado usar torniquetes, fazer incisões ou aplicar substâncias sobre a picada, práticas que aumentam a chance de complicações como infecções, necrose e até amputação. Sempre que possível, a pessoa deve ficar deitada, evitando andar ou correr.

O único tratamento eficaz é o soro antiveneno, e quanto mais rápida a aplicação, menor o risco de complicações. O estado conta com 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), com a lista disponível em cievs.saude.sp.gov.br/soro.

Fonte: PC com informações do Governo de SP

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