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FUTEBOL BRASILEIRO

Olmair Rillo analisa os rumos e a necessidade de gestão no futebol brasileiro

Artigo debate as causas da exportação precoce de atletas e aponta caminhos para reestruturar a identidade da Seleção Canarinho

Publicado em 12/07/2026 às 06:43

Olmair Perez Rillo (Foto: Reprodução)

Apesar de continuarmos sendo o único país pentacampeão da Copa do Mundo FIFA não podemos deixar de reconhecer que a perda de liderança do Brasil no cenário mundial é um fenômeno real uma vez que a grande maioria dos clubes deixou de lado a prioridade do desenvolvimento técnico e tático para se dedicar à rápida venda de novos talentos ao mercado europeu. 

Como consequência, jovens promissores antes mesmo de atingirem a maturidade esportiva são “vendidos” para tentar solucionar problemas financeiros e estruturais das equipes fato incomum entre as associações esportivas europeias que investem em infraestrutura, ciência do esporte e, principalmente, em organização. 

Não bastasse isso, a evidente queda na criatividade que durante décadas caracterizou o futebol brasileiro (e ficou conhecido como "futebol-arte"), foi substituída por um jogo mais físico e padronizado - muitas vezes sem identidade própria – influenciado por modelos europeus que trouxeram avanços à organização tática, mas reduziu substancialmente a espontaneidade que fazia do Brasil uma referência mundial.

Por sua vez, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contribuiu sobremaneira para o surgimento de resultados bem abaixo das expectativas por conta das trocas frequentes de presidentes, disputas judiciais que dificultaram a continuidade de projetos esportivos, mudanças constantes de treinadores, decisões administrativas influenciadas por crises políticas internas, perda de credibilidade institucional que afetaram a confiança de atletas, comissão técnica, torcedores e impediram a consolidação de um trabalho consistente. 

Todavia, atribuir o mau desempenho da Seleção apenas à instabilidade da CBF seria simplista demais, já que existem outros fatores como queda na qualidade da formação em algumas posições, a exportação prematura de jogadores, a evolução das seleções rivais, a falta de renovação tática e o histórico de resultados instáveis que contribuíram para agravar o péssimo cenário vivido pela Seleção Canarinho.

Seria demasiadamente precipitado, contudo, afirmar que o nosso futebol está em definitiva decadência, mas torna-se imprescindível encontrar um gestor que possua honestidade e competência para promover reformas imprescindíveis na gestão, investir na formação de treinadores, fortalecer as categorias de base, ou seja, fazer com que a profissionalização possa recolocar o nosso futebol entre os melhores do planeta.

Nem tudo está perdido, mas será necessário reconhecer que a recuperação não reside apenas na conquista de títulos, mas na reconstrução de uma identidade que combine nossa criatividade histórica com a organização e a eficiência exigidas pelo futebol moderno. 

Olmair Perez Rillo é membro da Academia Penapolense de Letras (APL), integra a Comissão de Méritos da Câmara Municipal de Penápolis, faz parte dos Conselhos Gestor da Autarquia Municipal de Saneamento Ambiental (DAEP) e da Política Urbana, marketólogo, palestrante motivacional, Presidente da Associação dos Aposentados Pensionistas e Idosos de Penápolis. (AAPIP). Instagram @olmairperez.

Fonte: Olmair Perez Rillo é membro da Academia Penapolense de Letras (APL), integra a Comissão de Méritos da Câmara Municipal de Penápolis, faz parte dos Conselhos Gestor da Autarquia Municipal de Saneamento Ambiental (DAEP) e da Política Urbana, marketólogo, palestrante motivacional, Presidente da Associação dos Aposentados Pensionistas e Idosos de Penápolis. (AAPIP). Instagram @olmairperez.

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