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CULTURA E TURISMO

Museu Anésia Vince Ferreira guarda a memória folclórica do Brasil

Criado em 1974 dentro da FUNEPE, o museu reúne peças coletadas em pesquisas de campo em quase todos os estados brasileiros

Publicado em 28/07/2026 às 09:16

Museu do Folclore de Penápolis (Foto: Site da Prefeitura de Penápolis)

O Museu Municipal do Folclore Anésia Vince Ferreira, em Penápolis, guarda uma coleção de objetos que expressam a cultura espontânea e bem aceita do povo. Mais do que um espaço expositivo, funciona como entidade dinâmica, aberta a estudiosos e pesquisadores de folclore, que busca por diferentes modos atingir o público.

O nome é uma homenagem à fundadora. Foi a professora Anésia Vince Ferreira quem criou o museu em 1974, como um dos objetivos do Centro de Folclore da FUNEPE, a Fundação Educacional de Penápolis. O trabalho contou com apoio das primeiras turmas de Educação Artística da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis. A constituição jurídica, no entanto, só veio bem mais tarde, em 8 de outubro de 1993.

Antes de encontrar endereço fixo, o acervo peregrinou. Ocupou diferentes espaços na FUNEPE até que, em agosto de 1980, foi transferido para o centro da cidade, no andar superior do antigo prédio da Biblioteca Pública, na Rua Dr. Ramalho Franco. De 1980 a 1996 houve outras três mudanças, encerradas quando o museu conquistou definitivamente seu espaço no antigo prédio da Prefeitura, na Praça 9 de Julho, 150. No começo dividia o local com o Museu Histórico e, a partir de abril de 2002, passou a ocupar o prédio inteiro, com área total construída de 380,5 metros quadrados.

O acervo museológico é formado por peças folclóricas de quase todos os estados brasileiros, coletadas nos locais de origem por meio de pesquisas de campo. As primeiras vieram das mãos de alunos da Faculdade de Penápolis, da Faculdade Auxilium de Lins e de pessoas da sociedade penapolense interessadas em folclore. Com o tempo, o conjunto se enriqueceu com novas pesquisas e com doações de visitantes, artesãos e entidades ligadas ao tema.

Na exposição permanente, a organização do material segue o critério da tipologia e dos aspectos do campo do folclore. Há espaços definidos para folguedos, religiosidade, crendices, linguagem e literatura, além do artesanato, que reúne cerâmica, escultura e tecelagem.

A biblioteca do museu cobre todo o campo do folclore e as ciências afins. Reúne livros, revistas, boletins e 274 relatórios de pesquisa, entre outros materiais.

Entre os serviços prestados estão a monitoria de visitas, que atende principalmente estudantes de Penápolis e de toda a região, cursos e palestras de orientação para pesquisa de campo, a movimentação de um Museu Itinerante de Folclore e de uma Exposição Itinerante de Presépios, além da orientação de pesquisas escolares na biblioteca.

O trabalho que sustenta tudo isso é a pesquisa de campo, considerada a atividade de fundamental importância para um museu de folclore. O contato direto com o fenômeno folclórico, os depoimentos e os registros fornecem os dados que permitem identificar as peças coletadas e definir a função daquele fato em seu meio. É esse material que garante uma documentação mais fiel e ajuda o visitante a fazer uma leitura mais correta do que está diante dos olhos.

Fonte: Portal da Cidade Penápolis

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