GUI SANTANA
Filho ilustre de Penápolis, Gui Santana se projetou nacionalmente na televisão
Um bate-papo sobre a infância e a ascensão meteórica na televisão brasileira
Publicado em 24/03/2022 às 06:01
Filho ilustre de Penápolis, dificilmente Gui Santana passaria por qualquer lugar da cidade de forma desapercebida. Dono de um carisma único, é uma das pessoas mais queridas e motivo de orgulho para os penapolenses. Nossa equipe falou com Gui Santana sobre a sua infância na cidade e também sobre a sua trajetória na televisão brasileira. Mesmo depois da fama, Gui Santana mantém suas raízes na cidade, o contato com a família e com amigos. Confira abaixo a entrevista.
Como foi a sua infância em Penápolis? Quais as suas principais lembranças e memórias deste período?
Gui Santana - A minha infância em Penápolis foi uma das coisas mais ricas e inesquecíveis, guardo em minhas lembranças com o maior carinho. Infância simples na cidade e no sítio ao lado da Usina Campestre, por onde também vivi. Aprontava muito, um menino levado, como qualquer outra criança que cresce no interior. Sempre tem uma janela do vizinho quebrada ou algumas espigas de milho roubadas na roça pra gente incluir nas histórias.

E como em toda cidade de interior não pode faltar um causo de extraterrestres, Penápolis não poderia ficar de fora essa. Sei que ninguém acredita, mas certa vez, em 1998, eu e meu pai estávamos voltando para o sítio quando duas luzes fortes se acenderam do nada, bem na frente do nosso carro. Estavam no alto e se movimentavam lentamente uma do lado da outra .De cores amarelas elas ficaram vermelhas, giravam e num piscar de olhos sumiram. Até hoje eu não sei explicar o que era aquilo e como aquela atividade havia acontecido. A única pessoa que poderia confirmar o caso seria meu pai, mas ele já não está mais aqui. Hoje, com toda tecnologia e o celular na mão, eu não vejo nenhum balão pra poder falar que vi um OVNI (objeto voador não identificado)... Pode apostar, essa história é real!

E na escola e nos estudos, como era o Gui Santana?
Gui Santana - Na escola, por incrível que pareça, eu era uma criança totalmente introvertida e tímida. Isso melhorou um pouco na adolescência, quando a vontade de mostrar o dom pra galera começou a se manifestar e não parei mais. Sempre fui muito desligado e desastrado, mas me mantinha na média e fazia de tudo para fechar o bimestre no azul. Isso me salvava das surras de cinto em casa.
E na sua infância e juventude, já existia algum traço de ator/humorista?
Gui Santana - Na minha opinião, todo ser humano já nasce criativo e se aprimora. O que acontece em grande parte dos casos é que essa criatividade vai sumindo com as "intempéries da vida". Sim, a minha vontade de trabalhar com a arte vem desde a infância, criando situações e personagens através da imitação.

Essa minha faceta já começou a surgir nos concursos de fantasias do Clube Penapolense, na Mansão Maschietto, nas festas da Adrenamil e, como não tinha dinheiro para comprar, tinha que criar meus próprios figurinos que me renderam algumas vitórias. Tudo isso eu pude canalizar na carreira artística. Se eu não fosse ator e comediante, seria um louco!
E a saída de Penápolis, como foi? Teve algum episódio que te marcou?
Gui Santana - Ficava com o coração apertado ao deixar a família. A primeira viagem na condição de "pré-independente" é sem dúvida a mais comprida e interminável do mundo! Peguei aquele Reunidas "pinga-pinga" das 22h30 e chão... chegava no fim do mundo mas em São Paulo mesmo não chegava. E depois de 27 horas e mais dois dias, pelo menos uns 32 municípios eu conheci. Realmente, minha saída de casa foi o que eu esperava, para seguir meu caminho eu tive que sair. Eu saí de Penápolis, mas Penápolis nunca saiu de mim. Uma frase como essa eu ganharia uma eleição, não sei se para presidente ou para governador do estado, mas para a prefeitura da cidade com certeza!
Agora, na televisão, onde você faz muito sucesso, como foram os primeiros passos?
Gui Santana - Na televisão eu comecei à moda antiga: show de calouros. Foi na MTV em 2008, no programa Quinta Categoria, com Marcos Mion e Casé Peçanha. Toda aquela bagunça e anarquia que só o Brasil consegue produzir com maestria foi meu berço. Aos poucos fui me aperfeiçoando e me enfiando em projetos maiores, um passo de cada vez, sempre ao do de grandes talentos na direção, produção e de comediantes maravilhosos como Dani Calabresa, Tatá Werneck, Marcelo Adnet, Fábio Rabin.
Foram bons anos ali no Sumaré que me projetaram ao Programa Pânico, sem dúvida o mais difícil e mais desafiador da carreira. Trabalhar com Emílio, Carioca, Bola, Ceará, Vesgo e Sabrina Sato era um dos objetivos de carreira que eu tive na adolescência e consegui alcançar. Estreei no humorístico em 2012 pela Band, ao lado dessas feras, e cresci muito. Depois vieram os remakes de Os Trapalhões e da Escolinha do Professor Raimundo e aí meu irmão... "zerei a vida", precisa falar mais alguma coisa?
Quais os papeis ou personagens você diria que foram mais marcantes, dentre os que já interpretou?
Gui Santana - Todos os personagens que eu me pré-disponho a fazer considero importantes, não tenho essa de ter um preferido ou um especial. Mas, para destacar aqui os que me projetaram e com o maior retorno do público, com certeza seria a imitação do William Bonner, do Zacarias, do Ratinho e do Nerso da Capitinga. Essas estariam no top five sem dúvida.
Agora, já famoso, quais dicas você, Gui Santana, daria para quem pretende seguir a carreira?
Gui Santana - A internet está aí pra gente testar material a todo momento e principalmente na rede social. O público está diariamente ali. Hoje, se você não estiver no digital, praticamente você não existe. O caminho começa por aí para depois você arriscar um bar de comédia ou o teatro mesmo. Seu material vai ganhando corpo e assim você começa na noite.
E quanto aos seus sonhos, tem algum que ainda gostaria de realizar?
Gui Santana - Sonho é sempre uma coisa que nunca morre em mim, enquanto estiver vivo estarei sempre sonhando todos os dias. Tenho milhões de vontades realizadas e outras ainda não, uma delas é estrear no cinema. Para a minha carreira, seria um passo muito grande.
E tem alguma novidade prevista para esse ano?
Gui Santana - Ainda para este ano está prevista a estréia da série O Rei da TV, na plataforma de streaming Star+ da Disney. A série vai retratar a vida completa de Silvio Santos e eu farei o personagem Sérgio Mallandro. Está imperdível!
Para finalizar, conta pra gente, o que Penápolis significa, pra você?
Gui Santana - Penápolis é o meu refúgio, meu cantinho com a família. Quando quero me renovar, me reconectar com o meu DNA de verdade, eu volto pro mato e ando descalço! É lá que eu me fortaleço. Tenho orgulho demais de ser penapolense!
Fonte: Portal da Cidade Penápolis
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