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SAÚDE PÚBLICA

Comitê reestrutura protocolo municipal de pré-natal, parto e puerpério

Atualização técnica conduzida por novos integrantes do grupo busca alinhar fluxos às diretrizes federais e reduzir mortalidade em Penápolis

Publicado em 23/05/2026 às 13:32

Encontro aconteceu no Centro de Educação Permanente da Santa Casa de Misericórdia (Foto: Secom-PMP)

Encontro aconteceu no Centro de Educação Permanente da Santa Casa de Misericórdia (Foto: Secom-PMP)

No último dia 14 foi realizada a primeira reunião do Comitê de Mortalidade Materno Feto Infantil de Penápolis com os novos integrantes da equipe técnica. O encontro marcou o início dos trabalhos de atualização do protocolo municipal de atendimento ao pré-natal, parto e puerpério.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde busca reforçar o compromisso do município com a qualidade da assistência prestada às gestantes, puérperas e recém-nascidos.

O Comitê de Mortalidade Materno Feto Infantil tem como principal objetivo analisar casos, identificar fatores de risco e fortalecer estratégias de prevenção. A finalidade é contribuir para a redução da mortalidade materna, fetal e infantil no município.

Durante a reunião, realizada no Centro de Educação Permanente da Santa Casa de Misericórdia, foram discutidos pontos importantes relacionados à assistência prestada na Atenção Básica, Maternidade e demais serviços envolvidos no acompanhamento das gestantes.

Segundo a chefe do Serviço de Atendimento Materno Infantil da Prefeitura de Penápolis, Adriana Belletti Lopes, a atualização do protocolo municipal busca alinhar os fluxos de atendimento às diretrizes atuais do Ministério da Saúde, garantindo mais segurança, organização e qualidade no cuidado.

“A revisão do documento também servirá como instrumento norteador para avaliações internas, qualificação das equipes e fortalecimento da assistência humanizada em todas as etapas do cuidado materno-infantil”, disse.

Sempre que ocorre um óbito materno, fetal ou infantil em uma unidade de saúde (pública ou privada), a instituição é obrigada por lei a notificar a Vigilância Epidemiológica em até 24 horas. Neste caso o comitê também é acionado para acompanhar a investigação das circunstâncias que envolvem esse ocorrido.

Isso é importante para identificar se algum atendimento falhou ou se o óbito era evitável. Desta forma se faz necessário um fluxo padronizado de atendimento, refletido no Protocolo Municipal.

Adriana Belletti comentou ainda que a participação multiprofissional no comitê reforça a importância do trabalho em equipe e da construção coletiva de estratégias voltadas à excelência do atendimento à população penapolense.

“A atuação integrada entre os profissionais da rede permite um olhar técnico, humanizado e contínuo sobre toda a linha de cuidado da saúde da mulher e da criança”, declarou ela.

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